O que é ser produtivo?
- Camila Silva Miranda
- 23 de jul. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de set. de 2020
Por muitos anos eu acreditei que desligar o notebook às 23h quando já estava quase dormindo e acordar as 5:30 respondendo clientes e resolvendo B.O. era ser extremamente produtiva. Achava lindo ser essa workaholic que trabalhava 16, 18 horas por dia e me gabava. Eu fui me tornando essa pessoa durante esses anos empreendendo. Me afastei de amigos, familiares e tinha semanas que nem o meu marido eu via direito. Eu usava a frase -Não tenho tempo e -Estou corrida várias vezes ao dia e como desculpa para tudo. Eu achava normal, afinal tava lutando pelo meu futuro. Será? Sim, eu fazia mil coisas no mesmo dia, riscava listas gigantes de afazeres. Só que quantidade não é qualidade, não é mesmo? E foi durante a quarentena e com muito tempo "livre" (entre aspas porque eu sempre tenho mil projetos na cabeça) que eu comecei a me questionar sobre o que eu vivi até então. Me questionei sobre meu plantio e sobre o que eu estava colhendo e principalmente sobre o que era realmente importante para mim. Mas esse texto é sobre produtividade e é ai que entra o livro Essencialismo de Greg McKeown. Eu acredito que as coisas vão surgindo para a gente no momento certo. Eu enfim estava preparada para ler e entender ele. Ele vai contra essa cultura que vivemos hoje de sempre querer fazer mais. Talvez você tenha entrado aqui em busca de macetes para produzir ainda mais. Sorry, esse texto não vai te ajudar. É sobre o oposto: fazer menos, mas fazer melhor. Hoje consigo enxergar que ser produtiva não é dar um jeito de fazer toda uma lista de coisas e sim saber escolher o que realmente é essencial e focar energia nisso ou naquilo. Ser produtiva é saber dizer não. Inclusive a projetos legais. Sim, você é uma pessoa só. Ao assumir um novo projeto algo vai ficar de lado. De onde você vai tirar esse tempo? Da sua família? do seu sono? do seu projeto que está no meio e é extremamente importante pra você? De algum lugar esse novo projeto vai te roubar. E quando começamos a enxergar assim fica confortante dizer não. É treino. O livro também chama a atenção sobre problemas que pegamos emprestado. Ao querer agradar ou ajudar outras pessoas vamos ocupando nosso precioso tempo em urgências que não são nossas. Esse tempo não volta. Por isso ao invés de riscar listas gigantes de afazeres por dia eu tenho preferido focar e tenho repetido -Foca Camila. Não é fácil mudar, fui assim por anos. Não é fácil acordar e decidir o que é essencial ser feito hoje, não é fácil desligar o notebook mais cedo, é um processo. Estou mais produtiva, mas principalmente, estou escolhendo coisas que estão alinhadas com o que quero colher lá na frente e que estão relacionadas com quem a Camila realmente é. Ficou com vontade de ler o livro? Clica aqui!
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